quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tempestade Caótica (O quê?)

Eu testei alguns começos para este texto. Testei algumas frases sem-sentido, alguns pensamentos filosóficos, algumas falas de personagens que eram eu, mas que no fim, nada diziam sobre mim. Eu procurei por respostas para que questões sinceras e simples pudessem ser feitas, e procurei no dicionário por significados de palavras que sequer existiam.
Permaneci na busca por canções que musicista algum compôs, e olhei atentamente toda a superfície do meu coração tentando encontrar alguns rascunhos de uma felicidade antiga que ainda não fora terminada.
Vasculhei os meus arquivos, os meus sentimentos inimigos e tentei com toda a minha rara boa-vontade acabar de vez com essa história de navegar por mares errantes.
Eu deixei que o meu barco vagasse por conta própria e fui atrás desses baús velhos que haviam dentro de mim. Encontrei o vazio juntamente com o seu eco.
Meu pequeno barco que carinhosamente apelidei de navio, bateu descontrolado contra pedras inconvenientes naquele agitado mar de costume. Havia uma tempestade ali. O vazio gritante de meus baús internos fez com que aquele mar salgado de lágrimas se agitasse.
Virei. Caí ao fundo e quase me afoguei. Tentei fugir, e ao tentar respirar, eu só engolia mais água. Em cada vez que tentei escapar, a situação apenas piorava.
Voltei para a superfície, e numa terra pseudo-firme, eu tentei secar os meus pertences. Sequei meus pensamentos, minhas frases, meus objetos. Sequei minhas carências, minhas saudades, minhas dores. Estes já estavam se recuperando, mas voltar a ser o que eram antes já não era possível. A água fora cruel.
Eu também testei alguns finais para este texto. Testei alguns enredos, que se perderam nos meios. É possível notar que meus testes são apenas puro clichê, assim como essas benditas palavras minhas, que com tanto afinco são guardadas aqui dentro desde livro com o nome de "Minha Vida". Mas no final, eu percebo que minhas histórias nunca se passam do começo, e que mesmo o fim acaba não terminando.

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