quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mais um mimimi

Eu lembro exatamente do dia em que resolvi admitir para mim mesma que gostava de você. Lembro que as semanas que se passaram, não passaram mais fáceis pelo fato d'eu ter admitido. Muito pelo contrário; eu não tinha vergonha de admitir isso para mim mesma, nem para os meus amigos. Mas para você eu tinha, apesar de você ser meu amigo. Para você eu tinha, pois eu não queria ser só amiga. Tinha medo.  Tive muito medo. Meses se passaram e ninguém mais suportava me ver assim, angustiada. Eu já não aguentava.
Lembro do dia em que te contei. Lembro exatamente da minha reação ao ler a sua resposta. O monitor do computador pareceu brilhar mais. Tive vontade de sair correndo pela casa, gritando e cantando, quão era a minha felicidade pela minha angústia ter acabado. Pena que esse sentimento não durou por muito mais tempo.
Agora o que me resta é a saudade, e não há angústia maior do que ter a certeza do quanto seria maravilhoso estar ao seu lado e não poder estar. Não há angústia maior do que saber que tudo estaria certo com você, mas que você não está aqui, nem eu aí.
Hoje é Dia dos Namorados, e nós não namoramos. Não há como, há? Não lhe desejei o clichê, nem lhe dei um beijo; não lhe dei presentes, nem olhei em seus olhos. Não fiz nada além de pensar no quanto seria bom fazer essas coisas, por mais idiotas que elas pareçam ser. Numa hora dessas (01h06) eu me pergunto no porquê dessas coisas acontecerem. Não que eu não fique feliz da gente ter se conhecido e ter dado certo. Só não fico feliz com a distância que estraga todas as coisas que seriam perfeitas mesmo com defeitos.

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